sexta-feira, 14 de outubro de 2011

"Crimes suaves"

meditações confusas
sobre ti profetizo
e sobre vários eles
tantos, pesos ainda não mortos

pelo pudor da efusão
dos alívios não assistidos
bebo meu doce vermute
anti-miséria d'alma

consciente da chacina
mato-os, ou seja, os escrevo
aprendo a matar
como há muito tempo já fui
desde que confundia
vir, viver, crer e Finalizar


desde que encontrei lá
o asco, ermo, vulnerável

eu, violável
doloso, e com um cosmo de simpatia

Um comentário:

  1. O título é de um verso do poema "A flor e a náusea", de Drummond.

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